05 novembro de 2026 Em meio à disputa na direita, Bolsonaro pede visita de Marinho e Tereza

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu hoje ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para receber visitas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar.

Presidência do Senado é pano de fundo

Pedido foi feito um dia depois de o PL confirmar a candidatura de Marinho à presidência do Senado. O posto, contudo, também é pleiteado pela ex-ministra de Bolsonaro.

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Líder do PP no Senado, Tereza Cristina disse anteontem (3) que conversas com o PL estão em andamento. Segundo ela, ainda não há um acordo, e ambos mantêm a intenção de concorrer.

“Rogério Marinho e eu conversamos muito sobre esse assunto, até por sermos do mesmo campo. A minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Temos pouco menos de 90 dias para isso. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado.”

– Senadora Tereza Cristina

Marinho, por sua vez, afirmou que eles não devem ser adversários na disputa.

“Continuamos a conversar. Estamos [discutindo] um acordo entre nós, mas não seremos candidatos um contra o outro”, declarou o senador.

Uma das possibilidades à mesa é costurar um acordo para que Marinho e Tereza façam um rodízio. Assim, um deles concorreria à presidência do Senado no ano que vem e outro, em 2029. Marinho disputou o cargo em 2023, mas foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Outro nome que deve disputar o cargo é o atual presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apoiado pelo governo Lula (PT). Para pressionar parlamentares que poderiam votar pela reeleição de Alcolumbre, o Partido Liberal defende voto aberto na escolha do novo presidente do Senado. Tradicionalmente, a liderança da casa é escolhida por voto secreto.

Saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota na eleição presidencial também mudou cenário. Coordenador da campanha do senador, Marinho contava com o apoio direto da família Bolsonaro para impulsionar seu projeto. A influência eleitoral do grupo é um dos principais ativos políticos do PL, e o afastamento de Flávio do país também alterou as condições políticas em torno da candidatura do líder da oposição.

Moraes deve autorizar visitas

Enquanto relator da prisão de Bolsonaro no STF, caberá ao ministro estipular os dias e horários das visitas. Os advogados do ex-presidente já haviam solicitado, na quinta-feira passada (29), autorização para Marinho visitar Bolsonaro. O pedido, porém, não teve resposta até o envio da nova solicitação.

 

FONTE: UOL

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