31 agosto de 2026 A OCUPAÇÃO DA ILHA DE MACAU
Entre os séculos XVIII e XIX, a região passou por importantes transformações econômicas e territoriais. A ribeira do Açu se destacou pela criação de gado bovino, tornando-se a maior da região, seguida pela ribeira do Seridó.
A pecuária esteve ligada às Oficinas, importantes pontos de produção de carne salgada, a famosa charque. A ribeira do Açu foi a primeira grande região produtora de carne salgada do Brasil, tendo as Oficinas e a ilha de Manoel Gonçalves como pontos principais. O sal, essencial para a conservação da carne, ganhou importância econômica.
Com a proibição da produção de carne salgada no Rio Grande, o sal e o algodão passaram a ocupar espaço ainda maior na economia regional. Nesse contexto, Manoel Gonçalves funcionava como ponto de circulação entre o sertão e o litoral.
Em 1815, grandes cheias do rio Açu intensificaram a erosão e provocaram o deslocamento de famílias para a ilha de Macau.
Em 1818, piratas atacaram Manoel Gonçalves, matando quatro moradores e saqueando a ilha. Um fortim chegou a ser iniciado, mas nunca foi concluído.
Em 1825, novas cheias aceleraram a saída da população. Entre as famílias que deixaram a ilha estavam os Martins Ferreira, os Valadão e os Gonçalves Mello. Parte dos moradores se dispersou por localidades como Angicos, Santana do Matos e Assu. Outra parte seguiu para Macau.
Macau e Manoel Gonçalves eram ilhas distintas. O deslocamento levou para Macau relações familiares, práticas, experiências e memórias construídas na antiga ilha.
Durante as décadas de 1820 e 1830, a ocupação de Macau se consolidou, enquanto Manoel Gonçalves avançava para a submersão.
Por volta de 1840, uma nova comunidade já estava estabelecida em Macau. A partir dali, começaria outra etapa: a organização política e administrativa que transformaria o território ao longo do século XIX.
Fonte: Instagram/@gianhistoriador
