25 julho de 2025 Velório de Preta Gil no Municipal tem emoção do filho, beijo de Gilberto Gil e multidão de fãs
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/2/g/0T6n1eQwW6c7Py0Waj2w/whatsapp-image-2025-07-25-at-14.08.49.jpeg)
Com um caixão claro, o velório da cantora Preta Gil reuniu familiares, amigos e uma multidão de fãs no Theatro Municipal, no Centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (25). Os mais próximos foram todos vestidos de branco.
Pouco antes das 14h, a cerimônia de despedida foi encerrada para o público e, por volta das 15h, saiu em cortejo até o cemitério.
O pai, Gilberto Gil, chegou no início da tarde, acompanhado da mãe, Sandra Gadelha, e da irmã Flora Gil. Ao entrar no teatro, deu um beijo na testa da filha.
Fãs formaram fila na Cinelândia logo cedo (leia aqui o que alguns disseram). A prefeitura montou um caminho gradeado na praça para ordenar e facilitar o fluxo da despedida. Preta morreu no domingo (20), em Nova York, em decorrência de um câncer (relembre a carreira).
O corpo chegou ao Theatro escoltado por batedores da Guarda Municipal vindo do Cemitério e Crematório da Penitência, na Zona Portuária, onde mais tarde será cremado.
No rápido percurso, o comboio passou pelo circuito dos megablocos, no Centro. Esta semana, o trajeto ganhou o nome da artista em uma homenagem póstuma. A cantora costumava arrastar multidões com o Bloco da Preta.
A Prefeitura do Rio montou um esquema especial de interdições e bloqueios na região do Theatro Municipal. As restrições se estendem até as 18h de sexta.
Fãs homenageiam Preta
A cabeleireira Norma Maria Bessa Pacheco saiu de Curicica, na Zona Oeste do Rio, antes das 5h. Chegou às 6h15 na frente do Theatro Municipal.
Ela levou um cartaz em que prestava uma homenagem à cantora, chamando-a de guerreira, e se disse fã de toda a família. “Eu fiz esse cartaz para homenagear ela e o pai, de quem também sou fã. Acompanhei a carteira e sempre ouvia no rádio”, disse Norma.
A doméstica Teresa Marques dos Santos também madrugou para ir até o velório. “Ela era uma pessoa que dava alegria. Os pais precisam do calor das pessoas nesse momento. É o que podemos fazer. Deixa um grande legado, pais maravilhosos, filho e uma neta”, afirmou Teresa.
O estudante Tiago da Silva Nascimento deixou Maricá às 4h para estar no velório. A morte de Preta o fez lembrar da importância que ela teve na construção de sua identidade e que ele perdeu a avó também por câncer.
“Eu não era fã de carnaval. Gostava por causa dela, das músicas que contagiavam. Sou gay, e ela representava a nossa causa, dos LGBT. Uma mulher que falava a verdade e representa a comunidade. Eu devo isso tudo a ela.”
