21 maio de 2021 Pandemia: Sesap diz que é preciso ampliar restrições e estuda decretos regionalizados

    

    O Rio Grande do Norte estuda a possibilidade e necessidade de determinar restrições regionalizadas para conter a pandemia da covid-19. O Governo do Estado teve reunião com prefeitos da região Oeste, Alto Oeste e Vale do Açu para discutir a situação no atendimento dessas áreas, que registraram aumento nos índices da pandemia. Nesta sexta-feira (21), o secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, disse que é preciso voltar a restringir.

    Levantamento realizado em parceria da UFRN e Sesap aponta que 54 das 167 cidades do Rio Grande do Norte tiveram aumento nos índices de contaminados e transmissibilidade, o que vem resultando também na manutenção do chamado platô da pandemia, que é o ponto mais crítico das contaminações nas regiões. A maior parte das cidades que tiveram o aumento são da Regional Oeste e, por isso, o Governo e prefeitos das localidades acreditam que será necessário implementar medidas mais restritivas.

    “Se não há condições de fazer a restrição que o comitê (científico) recomendava manter, temos que ter as outras medidas compensatórias, que é a fiscalização efetiva desses decretos, manter o distanciamento, uso correto da máscara e jamais estar pensando em flexibilizar novas medidas. A abertura das escolas e outras atividades tem contribuído para esse aumento de casos. A gente precisa voltar a restringir”, disse Cipriano Maia, em entrevista à InterTV Cabugi.

    Ainda de acordo com o secretário, alguns prefeitos têm aumentado as restrições, mas veem as medidas não terem os resultados esperados devido à circulação de pessoas em outras cidades vizinhas e até em áreas rurais, o que dificulta a contenção da pandemia. Por isso, no entendimento do secretário, a opção de decretos regionalizados pode ser viável e eficaz. “Vamos apoiar as medidas restritivas e discutir como construir essa possibilidade de regionalização dos decretos. Não temos como manter grandes relaxamentos até porque as pessoas circulam dentro do estado”, disse Maia.

Fonte: Tribuna do Norte

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